A aura de santidade que circunda Marina Silva cala apenas na urbe. Quem vive no campo e sofreu nos últimos anos sob as botas do Ibama quando o Ministério do ½ Ambiente, sob a batuta de Marina e seus Marina’s Boys, começou a cobrar “preservação ambiental”, enxerga nela mais um demônio do que um santo. Foi por isso que ela perdeu a eleição no seu próprio estado, o Acre, ficando atrás de Serra e Dilma lá.
É meio divertido ver os analistas de política dos jornais da grande imprensa tentar entender o houve na Câmara na última quarta feira. O governo, que tem uma das maiores bases de sustentação política da história democrática recente, teve que recorrer a um recurso tipicamente das minorias, a obstrução, para evitar uma derrota. O governo teve que recorrer a um recurso da minoria porque não votar o relatório de Aldo Rebelo é um anseio de minoria. A maioria queria e ainda quer mudar o Código Florestal.
Os analistas de política dos jornais da grande imprensa procuraram um recorte partidário para entender quem é contra e quem é a favor do relatório de Aldo Rebelo e não encontraram. Alguns jogam a culpa na insatisfação pelas nomeações de cargos de segundo escalão, ou em ciúmes do PT por parte dos demais partidos da base aliada. Ficaram e ainda estão totalmente desorientados. Sugiro que procurem um recorte urbe/campo.
A minoria que se colocou contra o relatório de Aldo Rebelo é composta de gente sem nenhum vínculo com o campo e que se ocupada de bajular o eleitorado urbano. O eleitorado urbano tem acesso aos alimentos de que precisa no supermercado. Sempre terá. A eles não faz diferença se o arroz vem do Rio Grande do Sul ou do Uruguai, se o feijão vem de Irecê ou do México, se a carne vem do Mato Grosso ou da Austrália. A classe média urbana não liga para essas minúcias Quem se colocou contra Aldo Rebelo, gente como Ricardo Tripoli (PSDB), Ivan Valente (PSol), Fernando Marroni (PT) e Alfredo Siskis (PV), saprofita esse eleitorado.
Comentários
Se partirmos dessa lógica a maioria dos deputados deveria estar favorável a maioria do eleitorado que "não liga para o campo".
Na contra mão desse raciocínio, 176 deputados receberam financiamento do agronegócio.
Moro na cidade e me importo muito com a origem de meus alimentos.
Exatamente por isso sou contra as mudanças no Código Florestal propostas pelo Deputado Aldo.
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