Indústria propõe a modernização do Código Florestal

A sugestão foi debatida e consolidada na 2ª Conferência da Indústria Brasileira para o Meio Ambiente (CIBMA), que aconteceu na semana passada, em Salvador.

A gerente da Unidade de Meio Ambiente da CNI, Grace Dalla Pria, destacou o caráter coletivo da construção das propostas. “Não é a CNI propondo o que acha prioritário, mas atuando nesse debate como facilitador da agenda ambiental e procurando ouvir os colegas que estão na ponta”, disse Grace. As sugestões da indústria fechadas durante a CIBMA foram previamente debatidas em encontros regionais realizados entre os dias 7 e 16 de abril deste ano.

A indústria defende a atualização do Código Florestal, que é de 1965. A idéia é adequar a legislação à realidade de cada região. Um exemplo é o que ocorre no estabelecimento da distância entre as áreas de preservação permanente (APPs) e onde pode haver construção. A distância entre as áreas de construção e os rios, por exemplo, deve variar segundo as singularidades de cada local de forma a não provocar danos ambientais. “A indústria não quer desconsiderar o Código Florestal, mas atualizá-lo para o desafio de hoje”, acrescenta Grace.

Rafael Lucchesi salienta que é possível inserir atividades econômicas em cadeias globais de valor que garantam o crescimento econômico associado à preservação ambiental e à inclusão social. “Temos de ter uma agenda ganha-ganha”, destaca Lucchesi. Segundo ele, existem formas de aproveitar os ativos ambientais, como a floresta, de maneira inteligente, com domínio de conhecimentos, para gerar produtos de maior valor agregado, preservando o meio ambiente e integrando a comunidade. “Existem formas inteligentes de construir o futuro”, destaca Lucchesi.

Com informações do Portal Fator Brasil

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